Lady GaGa estampa a capa da Vogue e comenta sobre o álbum | Pouco Pop

Lady GaGa estampa a capa da próxima edição da Vogue.
No ensaio meio clássico-moderninho, a cantora falou sobre sua vida pessoal, seu relacionamento com os fãs e o momento em que se encontra na carreira e na vida.

Sobre o álbum a ser lançado, Born This Way, GaGa deu algumas informações.

“Ele [o álbum] acaba sendo essencialmente pop, mas quando eu canto, eu mentalizo a Edith Piaf com um microfone velho no meio do palco. Há também momentos rock n’ roll no CD, um pouco de Bruce Springsteen, um pouco de Guns n’ Roses”

“Eu não quero dar aos meus fãs nada menor que o melhor álbum da década. Não quero alguma coisa que fique na moda, quero dar a eles o futuro.”

A cantora comentou sobre qual vai ser o próximo single – Judas – e comentou sobre algumas outras músicas, como Americano, que falará sobre leis de imigração e casamento gay. GaGa também revelou o nome de outras 3 músicas do álbum: Hair, Bad Kids e Government Hooker.

GaGa disse que mostrou Born This Way para Elton John e ele identificou como a música mais gay que ele já ouviu. “Eu escrevi em dez minutos, foi uma canção com uma mensagem completamente mágica. Depois que eu a escrevi, os portões simplesmente se abriram e as outras músicas continuaram saindo. Foi como uma concepção imaculada”.

Confira as fotos clicadas por Mario Testino:

Para ler mais partes da entrevista, clique no “continue lendo”.

“Meu caminho pela indústria foi interessante porque as pessoas me amavam mas havia esse receio a meu respeito. Tipo, as pessoas ficavam ‘bem, eu estou envolvido, mas não realmente’. Quando eu fiquei famosa, era tipo ‘eu a inventei, eu a fiz, eu escrevi sua música’, quando na verdade, eu me criei sozinha.”

“Falando puramente de um ponto músical, eu acho que sou uma ótima artista. Eu tenho talento para entreter. Me considero como uma das maiores vozes da indústria, uma das melhores compositoras. Eu não diria que sou uma das melhores dançarinas, mas eu sou boa no que eu faço. Eu acho que está tudo bem em ser confiante assim.”

“Não é segredo que eu me inspirei em milhões de pessoas. David Bowie e Prince foram meus maiores parâmetros em apresentações. Eu posso dizer sobre todos com quem as pessoas me comparam, desde Madonna a Grace Jones, Debbie Harry, Elton John, Marilyn Manson, Yoko Ono. Mas uma hora você tem que perceber que o que eles estão dizendo é que eu sou como todos eles, seus espíritos. Ela nasceu assim.” (A cantora faz uma referência ao seu single e diz “She was born this way”)

“Quero que todas as pessoas, meus fãs e a todos os outros, me usem, essencialmente, como um escape. Eu sou a desculpa para que explorem sua identidade. Para ser exatamente quem você é e não ter medo. Para não se julgar, não se odiar. Porque, por mais engraçado que possa ser o fato de que eu estou na capa da Vogue – e ninguém está rindo mais disso que eu – eu sou era a garota na escola que passava pelo corredor e era chamada de puta, vadia, feia, nariguda, nerd ou sapatão.” (GaGa usou o termo “dyke” na entrevista original, que é um perjorativo de lésbica).

“Eu me vejo nos meus fãs. Eu era essa pessoa realmente má, rebelde, confusa que ficava – e aindo fico- saindo, indo aos clubes, drogas, alcóol, homens mais velhos, homens mais novos. O que você imaginar, eu fiz. Eu era uma criança má. E quando eu olho para eles, em todo show há um pouco mais de liberdade, mais de ‘eu não ligo pros preconceitos que sofro na escola’. Por alguma razão, os fãs não me dão mais só o Top 40. Eles se tornaram muito mais que esse culto que me segue. É estranho e é excitante.”

“Eu estou realmente com o peito aberto, exposta, em uma cirurgia cardíaca todas as noites no palco, sangrando pelos meus fãs e por minha música. É divertido quando as pessoas dizem ‘É incrível ver quão duro você trabalha’, todos nós deveríamos dar duro! Eu tenho o mundo nas minhas mãos. Eu não vou sair pelo palco usando playback. Não é por isso que eu estou aqui. Eu não me sinto conectada com ninguém em Hollywood pelas maquiagens e brincos de diamante. Eu sou diferente. Eu quero ser a irmã mais velha com quem você se sente conectada, que te entende e se recusa a te julgar por nada, porque ela já passou por aquilo.”

“Eu esou realmente muito cansada. Parece que estou no último quilômetro de uma maratona, e seus dedos estão com cãibra e você não sente o seu corpo, e eu estou indo só com a adrenalina. Mas no arco da minha vida, dos meus objetivos, eu estou só na segunda milha. Tento me lembrar disso.”

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